domingo, 25 de maio de 2014

Revolução Russa 1917

ECONOMIA ANTES E DURANTE A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917
              A economia do país era predominantemente rural, com ênfase na produção de trigo. Mais de 80% da população morava no campo, sendo constituída, em sua maioria, por camponeses pobres que, até 1861, viviam submetidos ao regime de servidão. Mesmo depois da abolição legal da servidão, as condições de vida desses camponeses não melhorarem: faltavam técnicas adequadas para o plantio, e a produção agrícola era insuficiente para atender as necessidades da população. É os senhores feudais não tinham o menor interesse de modernizar as plantações.
                O país era governado pelo Czar (Imperador), que tinha poder absoluto, ou seja, todos estavam submetidos a ele, inclusive a Igreja Católica Ortodoxa.
                Entre os anos de 1854 e 1856, a Rússia entrou em guerra com a Inglaterra, França e Turquia (Guerra da Criméia), mas foi derrotada justamente por causa do atraso econômico em que se encontrava o país.
Então, o czar Alexandre II tomou algumas providências:
- Aboliu a servidão
- Vendeu terras aos camponeses
- Mandou ocupar novas áreas agrícolas
                Tudo isso trouxe benefícios para o país que cresceu e se tornou exportador de grãos, além de ter favorecido o aumento da população. Esse aumento trouxe algumas consequências graves, como por exemplo, a dificuldade de se encontrar emprego e a baixa produtividade agrícola gerando fome e revolta.
INDUSTRIALIZAÇÃO
               A saída encontrada pelo governo para sair daquela crise, foi estimular um programa de industrialização, isso permitiu que muitos estrangeiros fossem para a Rússia e várias fábricas foram implantadas, consequentemente entre os anos de 1880 e 1900 e Rússia apresentou as maiores taxas de crescimento industrial.
              Os investimentos industriais foram concentrados em centros urbanos populosos, como Moscou, São Petersburgo, Odessa e Kiev.  Nessas cidades formou-se um operariado de aproximadamente 3 milhões de pessoas, que recebiam salários miseráveis e eram submetidas a jornadas de 12 horas de trabalho.
             Enquanto o país se modernizava o absolutismo continuava intacto e isso causava descontentamento entre a população que se unia cada vez mais.
              Em 1904 a Rússia se envolveu em uma guerra contra o Japão. Este conflito desorganizou a economia piorando a situação dos operários e camponeses. A humilhação da derrota acirrou os ânimos contra o czar. No ano seguinte, os habitantes saíram em uma passeata a fim de entregar um abaixo-assinado ao Imperador pedindo melhoras nas condições de vida e a instalação de um parlamento. O czar respondeu com um massacre promovido por suas tropas, aumentando ainda mais a revolta do povo.
           Apesar de tudo, ele fez algumas concessões e dentre elas estava a instalação do parlamento (Duma).
Entre os anos de 1907 e 1914, a Rússia voltou a ter uma aparente tranquilidade, pois houve uma alta no crescimento industrial e os camponeses ganharam terras.
BOLCHEVIQUES E MENCHEVIQUES
             Grande parte da oposição era socialista e se baseava nas ideias de Karl Marx, eles acreditavam que todos os problemas do país só acabariam se o capitalismo fosse abolido e o comunismo fosse implantado. Os comunistas se dividiam em dois grupos: Bolcheviques e Mencheviques.
- Bolcheviques: queriam derrubar o czarismo pela força, eram liderados por Lênin.
- Mencheviques: propunham a implantação do socialismo através de reformas moderadas.
O GOVERNO PROVISÓRIO
            A deposição do Imperador não trouxe tranquilidade aos russos, pelo contrário, o conflito passou a se dar entre os elementos da oposição. Com a derrubada do czar, o governo provisório (cujos membros se identificavam com os interesses da burguesia russa) assumiu o poder. Esse governo adotou algumas medidas, como:
- Anistia para presos políticos
- Liberdade de imprensa
- Redução da jornada de trabalho para 8h.
              Estas medidas agradaram à burguesia, mas os camponeses (queriam terras) e operários (queriam melhores salários) não gostaram. Assim então aos poucos os bolcheviques, aos poucos, se tornaram os porta-vozes de todas essas reivindicações.
               Os sovietes eram organizações políticas que nasceram no seio das camadas populares e representavam os interesses dos trabalhadores. Assim, havia os sovietes de operários, de camponeses e de soldados. Expressavam uma forma de poder popular em oposição ao governo provisório e se tornaram decisivos nos rumos políticos do país.
                Lênin apoiado pelos sovietes e por uma milícia popular conquista a capital obrigando o governo provisório a renunciar e assumindo o governo em 1917. Eles acreditavam que só o comunismo poderia trazer felicidade para os russos. No poder, eles tentaram realizar e criar uma sociedade onde todos fossem iguais e livres.
Para realizar esse sonho, foram tomadas várias medidas:
- As terras da Igreja, nobreza e burguesia foram desapropriadas e distribuídas aos camponeses.
- Quase tudo se tornou propriedade do estado (fábricas, lojas, diversões, bancos, etc.)
                A ideia dessas medidas era criar igualdade entre os homens, pois, segundo o Marxismo, sem propriedade não haveria exploradores e explorados. Várias foram às dificuldades que surgiram durante o governo e o novo regime se tornava mais autoritário, distanciando cada vez mais o sonho de criar uma sociedade onde todos fossem livres e iguais.
                 Em 1921, foi permitida ao povo a abertura de pequenos negócios, pois a sociedade precisava ser estimulada. Os camponeses voltaram a produzir para vender no mercado e as grandes empresas estatais passaram a considerar as necessidades de consumo do povo.
                 Esta série de medidas ficou conhecida como Nova Política Econômica (NEP) e teve resultados satisfatórios no campo econômico, porém no campo social não foi tão bom assim.
                No campo, surgiram camponeses ricos que pagavam um salário para outros camponeses. Para os comunistas essa atitude representava a volta da exploração capitalista. Nas cidades, os grandes empresários lucravam com essa nova economia e isso fortaleceu o aumento das desigualdades sociais.
                Após a morte de Lênin, Trotsky (chefe do exército) e Stálin foram os dois líderes que disputaram o poder. Stálin saiu vencedor. Decidido a industrializar o país, ele só podia contar com dinheiro que vinha da agricultura, já que não podia fazer empréstimos internacionais por causa da pobreza em que o país se encontrava. Para aumentar a produtividade, foram criadas as fazendas coletivas e muitos camponeses foram obrigados a entregar o gado e as terras ao estado para trabalharem (contra a vontade) nestas fazendas.
                Nas fábricas, os operários foram proibidos, sob ameaça de morte, de fazer greve ou mudar de emprego. Apesar disso, as metas de Stálin foram alcançadas e a União Soviética passou por um processo de modernização e industrialização. Porém, o totalitarismo implantado por Stálin na URSS mantinha um rígido controle sobre a imprensa e a cultura em geral.

terça-feira, 20 de maio de 2014

SOCIOLOGIA SAINT-SIMON

Saint-Simon
Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon, nascido em Paris, 1760, foi um historiador e teórico político, socialista francês. Pertencente a uma família aristocrática caída, o conde de Saint-Simon foi o grande sobrinho do Duque Louis de Rouvroy, famoso por suas memórias, que descreveu a corte de Luís XIV.
Por tradição de família, Saint-Simon era para ser militar. Aos dezessete anos entrou para o exército, onde Participou da guerra de independência para as colônias americanas (1779 a 1783) e se tornou um republicano.
 Quando retornou a França foi Nomeado presidente da Comuna de Paris em 1792. Então ele abandonou o seu título de nobreza e aderiu à revolução. Acabou por se tornar contra a violência revolucionária, pois foi preso durante a fase do Terror em 1793, mas foi liberado em 1794. Após sua participação na Revolução, fundou o jornal L'Industrie. Acabou criticando o Iluminismo, pois dizia que não ia a fundo às condições histórica e social da sociedade.
Durante a Revolução Francesa, permaneceu na França, vivendo de recursos emprestados por um amigo. Comprou por baixo preço terras recentemente nacionalizadas pelo governo revolucionário. Esteve preso no Palácio de Luxemburgo, mas, tendo sobrevivido ao Reinado do Terror, achou-se enormemente rico com a grande valorização de seus bens. Passou a viver uma vida de esplendor e prazeres, recebendo pessoas proeminentes de todas as áreas de atividade, em seus luxuosos salões. . Ele viajou para a Alemanha, Reino Unido e Suíça, onde publicou seu primeiro livro: Carta de um residente de Genebra a seus contemporâneos, (1802 ou 1803), Os gastos desordenados o levaram, dentro de alguns anos, à beira da falência, onde por um acesso de desespero tentou matar-se com uma pistola, mas conseguiu somente perder um dos olhos.
De 1805 a 1810 passou por sérios problemas financeiros, indo morar com um ex-empregado, mas ainda continuou a escrever vários textos científicos e filosóficos, até que ele se estabilize, assim formando um grupo fervoroso denominado Saint-simonista, do qual muitas pessoas influentes como Auguste Comte e Saint-Amand Bazard participaram. Em um jornal ele disse: "Se a França perde suas principais características físicas, químicas, banqueiros, comerciantes, agricultores, ferreiros, etc. seria um corpo sem alma; no entanto, se eu perdesse todos os homens considerados mais importantes no Estado, o fato de que não relatam mais dor do que eu”; essa declaração trouxer vários problemas para ele inclusive um processor.
Em 1825, publicou o seu livro mais importante, novo cristianismo, e com a ajuda de um dos seus discípulos, Saint-Simon planejou a criação de um novo jorna, o Le Producteur, mas morreu em 19 de maio de 1825 antes da aparição de seu novo jornal.
PENSAMENTOS E OBRAS
Após sua morte, os seus discípulos ideologia popularizada durante o Segundo Império. Os seus princípios adquiriu o nome de Saint-Simonista, quase como se fosse uma religião, embora a associação acabasse por dissolver. A influência da ideologia de Saint-Simon no pensamentomoderno foi profunda. Corretamente previu o futuro processo de industrialização do mundo e espera que a solução da maioria dos problemas da sociedade para a ciência e tecnologia.
Para Saint-Simon, o avanço da ciência determinava a mudança político-social, além da moral e da religião. É considerado o precursor do Socialismo, pois, no futuro, a sociedade seria basicamente formada por cientistas e industriais. O pensamento Saint-simonista pode ser visto nas obras de 1807 a 1821, com o lema: "a cada um segundo sua capacidade, a cada capacidade segundo seu trabalho".
Considerado um notável socialista utópico, durante toda sua vida Saint-Simon devotou-se a uma série longa de projetos e publicações com que procurou ganhar apoio para suas ideias sociais. Como um pensador, se diz que faltava a Saint-Simon sistema, clareza e coerência, mas sua influência no pensamento contemporâneo, especialmente nas ciências sociais, é reconhecida como fundamental. Aparte os detalhes de seu ensinamento socialista, suas ideias principais são simples e representaram uma reação contrária ao derramamento de sangue da revolução francesa e do militarismo de Napoleão. Propôs também que os estados da Europa formassem uma associação para suprimir a guerra. Haveria uma Europa unida, com um parlamento europeu e um desenvolvimento comum da indústria e da comunicação. Previu corretamente a industrialização do mundo, e acreditou que a ciência e a tecnologia resolveriam a maioria dos problemas da humanidade.
A contribuição grande de Saint-Simon ao pensamento socialista foi sua insistência no deserdo Estado de planejar e organizar o uso dos meios de produção de modo a se manter continuamente a par das descobertas científicas, e a sua insistência na função de governo dos peritos industriais e administrativos, e não dos políticos e dos meros "homens de negócio". Conforme à sua oposição ao feudalismo e ao militarismo, Saint-Simon advogou um esquema segundo o qual os homens de negócios e outros líderes industriais controlariam a sociedade; propunha uma ditadura benevolente dos industriais e dos cientistas para eliminar as iniquidades do sistema liberal inteiramente livre. A direção espiritual da sociedade estaria nas mãos dos cientistas e engenheiros, os quais assim tomariam o lugar ocupado pela Igreja Católica Romana na idade média europeia.

 O que Saint-Simon desejava, em outras palavras, era um estado industrializado dirigido pela ciência moderna, no qual a sociedade seria organizada para o trabalho produtivo pelos homens mais capazes. O alvo da sociedade seria produzir as coisas úteis à vida. Suas obras revolveram em torno da ideia de que sua época sofria de um individualismo doentio e selvagem resultante de uma quebra da ordem e da hierarquia.  Mas afirmava que a época continha também às sementes de sua própria salvação, que deviam ser buscadas no nível de crescimento da ciência e da tecnologia e na colaboração dos industriais e dos técnicos que tinham começado já a construir uma ordem industrial nova. A união do conhecimento científico e tecnológico à industrialização inauguraria o governo dos peritos. A nova sociedade não poderia nunca ser igualitária, Saint-Simon sustentava, porque os homens não foram dotados igualmente pela natureza. Saint-Simon não era um "igualitário" estrito, um sentido em que parte de seus seguidores haveria de radicalizar suas ideias.Saint-Simon é considerado um dos fundadores da Sociologia, que estaria sendo sustentada por duas forças opostas: orgânicas (estáveis) e críticas (mudam a história). Só a sociedade industrial poderia acabar com a crise que a França passava. Este autor ainda marca a ruptura com o Antigo Regime. Para Saint-Simon, a Política era agora a ciência da produção, porém a Política vê seu fim com a justiça social.
Para ele a sociedade era um organismo vivo formado por instituições. A transição de um sistema social para outro, leva a desorganização destas instituições, em consequência haveria um desequilíbrio na sociedade. Diante desta situação seria necessário criar um ponto de equilíbrio, que no caso da sociedade industrial  seria uma política positiva fundamentada no conhecimento científico. Para Saint-Simon, cada modo produção corresponde a um determinado modo de organização social e política. Os pilares de sustentação da nova sociedade eram a indústria e os conhecimentos vindos da ciência. A sociedade industrial seria o estágio superior da humanidade e os conhecimentos científicos ajudariam a humanidade a evoluir na medida em que aumenta a capacidade dos indivíduos de intervir sobre sua própria realidade.
Saint-Simon escreveu vários livros entre eles se se destacam: Cartas de um Habitante de Genebra a Seus Contemporâneos (1802), em que defende uma religião baseada na ciência e a organização da sociedade fundamentada no trabalho industrial planificado. Introdução aos Trabalhos Científicos do Século XIX (1807) identifica o germe do positivismo. E a obra principal de Saint-Simon é Novo Cristianismo, (1825). Nele declara que a Religião tendia a melhorar a condição de vida dos mais necessitados.
CONCLUSÃO:
Para Saint-Simon, o avanço da ciência determinava a mudança político-social, além da moral e da religião. É considerado o precursor do Socialismo, pois, no futuro, a sociedade seria basicamente formada por cientistas e industriais. O que Saint-Simon desejava, era um estado industrializado dirigido pela ciência moderna, no qual a sociedade seria organizada para o trabalho produtivo pelos homens mais capazes. O alvo da sociedade seria produzir as coisas úteis à vida. Suas obras revolveram em torno da ideia de que sua época sofria de um individualismo doentio e selvagem resultante de uma quebra da ordem e da hierarquia. Mas afirmava que a época continha também às sementes de sua própria salvação, que deviam ser buscadas no nível de crescimento da ciência e da tecnologia e na colaboração dos industriais e dos técnicos que tinham começado já a construir uma ordem industrial nova. A união do conhecimento científico e tecnológico à industrialização inauguraria o governo dos peritos. A nova sociedade não poderia nunca ser igualitária, Saint-Simon sustentava, porque os homens não foram dotados igualmente pela natureza. 
BIBLIOGRAFIA:
Sites:
Sociologia viva-
Biografia y vidas-


Filosofia JEAN-PAUL SARTRE

Jean-Paul Sartre
Biografia: A FORMAÇÃO DE UM Escritor E filosofo
     Jean-Paul Sartre nasceu em Paris, França, no dia 21 de junho de 1905. Filho de Jean Baptiste Marie Sartre, oficial da Marinha Francesa e de Anne-Marie Sartre. Quando seu filho nasceu, Jean-Baptiste tinha uma doença crônica adquirida em uma missão na Cochinchina. Após o nascimento de Jean-Paul, ele sofreu uma recaída e retirou-se com a família para Tiveres, sua terra natal, onde morreu em 21 de setembro de 1906.
Após a morte de seu pai sua mãe muda-se para a casa dos avós maternos, onde viveram até 1911. O pequeno "Poulou", como Sartre era chamado, dividia o quarto com a mãe. Em seu romance autobiográfico "As Palavras" confessam que desde cedo a considerava mais como uma irmã mais velha do que como mãe. De sua infância ao fim da adolescência, Sartre vive uma vida tipicamente burguesa, cercado de mimos e proteção. Até os 10 ano foi educado em casa por seu avô e por alguns preceptores contratados.
Em 14 de abril de 1917 Anne-Marie muda-se com Sartre para La Rochelle. Nesta cidade litorânea, Sartre toma contato pela primeira vez com imigrantes árabes, chineses e negros. Mais tarde ele reconheceria esse período como a raiz de seu anticolonialismo e o início do abandono dos valores burgueses.

Em 1924 ingressou na Escola Normal Superior onde começa a desperta um interesse pela filosofia junto com seu colega de turma Paul Nizan, Sartre torna-se muito popular entre os colegas. Os alunos da escola se dividem em grupos de afinidades religiosas ("ateus" e "carolas"), e facções políticas: Socialistas, comunistas, reacionários, pacifistas. Sartre adere aos ateus e aos pacifistas. 
SARTRE JUNTO A SIMONE DE BEAUVOIR
Em 1928 presta o exame de mestrado e é reprovado. Durante o ano de preparação para a segunda tentativa, conhecer Simone de Beauvoir que mais tarde se tornaria sua companheira e colaboradora até o fim da vida. Na segunda tentativa do mestrado, Sartre passa em primeiro lugar, no mesmo ano em que Beauvoir obtém a segunda colocação.
Sartre e Beauvoir nunca formaram um casal monogâmico. Não se casaram e mantinham uma relação aberta. Sua correspondência é repleta de confidências sobre suas relações com outros parceiros. Além da relação amorosa, eles tinham uma grande afinidade intelectual. Beauvoir colaborou com a obra filosófica de Sartre, revisava seus livros e também se tornou uma das principais filósofas do movimento existencialista. Sua obra literária também inclui diversos volumes autobiográficos, que frequentemente relatam o processo criativo de Sartre e dela mesma.
Entre 1929 e 1931, Sartre presta o serviço militar e torna-se soldado meteorologista. Escreve alguns contos e começa a trabalhar em seu primeiro romance, "A náusea". Embora tenha se candidatado ao cargo de auxiliar de catedrático no Japão, ele é nomeado professor de filosofia de um liceu em Havre onde permanece até 1936. Sartre ainda seria professor em Laon e Paris até 1944, quando abandonou definitivamente o magistério.Em 1933, ele é apresentado à fenomenologia de Husserl por Raymond Aron, Percebendo a semelhança dessa corrente à sua própria teoria da contingência, Sartre fica fascinado e imediatamente começa a estudar a fenomenologia através de uma obra introdutória. Nesse período, estuda a fundo a obra de Husserl e conhece também a filosofia de Martin Heidegger. Publica em 1936 o artigo A Transcendência do Ego, uma crítica à teoria do Ego Husserliana que por sua vez se baseava no Cogito cartesiano. Sartre desafia o conceito de que o ego é um conteúdo da consciência e afirma que ele está fora da consciência, no mundo e a consciência se dirige a ele como a qualquer outro objeto do mundo. Este é um dos primeiros passos para livrar a consciência de conteúdos e torná-la o "Nada" que mais tarde seria um dos conceitos-chave do existencialismo. De volta à França, continua a trabalhar nas mesmas ideias e entre 1935 e 1939 escreve A Imaginação, O Imaginário e Esboço de uma teoria das emoções. Volta então suas pesquisas para Heidegger e começa a escrever O ser e o nada.
Em 1938 publica o romance A náusea e a coletânea de contos O muro. A náusea apresenta, em forma de ficção, o tema da contingência e torna-se seu primeiro sucesso literário, o que contribui para o início da influência de Sartre na cultura francesa e no surgimento da moda existencialista que dominou Paris na década de 1940.
Em 1939 Sartre volta ao exército francês, servindo na Segunda Guerra Mundial como meteorologista. Em Nancy é aprisionado no ano de 1940 pelos alemães, e permanece na prisão até abril de 1941. De volta a Paris, alia-se à Resistência Francesa, onde conhece e se torna amigo de Albert Camus (do qual já conhecia a obra e sobre quem já havia escrito um ensaio elogioso a respeito do livro O Estrangeiro). A amizade entre Sartre e Camus perdurará até 1952, quando os dois rompem a relação publicamente devido à publicação do livro do Camus O Homem Revoltado no qual Camus ataca criticamente o Stalinismo. Sartre defendia uma relação de colaboração critica com o regime da URSS e permitiu a publicação de uma crítica desastrosa sobre o livro do Camus em sua revista Les Temps Modernes (crítica esta que Camus respondeu de maneira extremamente dura) e que foi a gota d´água para o fim da relação de amizade. Mas até o final da vida Sartre admirará Camus.
Em 1943 publica seu mais famoso livro filosófico, O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica, que condensa todos os conceitos importantes da primeira fase de seu sistema filosófico.
Em 1945, ele cria e passa a dirigir junto a Maurice Merleau-Ponty a revista Tempos Moderno, onde são tratados mensalmente os temas referentes à literatura, filosofia e política. Além das contribuições para a revista, Sartre escreve neste período algumas de suas obras literárias mais importantes. Sempre encarando a literatura como meio de expressão legítima de suas crenças filosóficas e políticas, escreve livros e peças teatrais que tratam das escolhas que os homens tomam frente às contingências às quais estão sujeitos. Entre estas obras destacam-se a peça Entre quatro paredes em 1945.
Na década de 1950 assume uma postura política mais atuante, e abraça o comunismo. Torna-se ativista, e posiciona-se publicamente em defesa da libertação da Argélia do colonialismo francês. A aproximação do marxismo inaugura a segunda parte da sua carreira filosófica em que tenta conciliares as ideias existencialistas de autodeterminação aos princípios marxistas. Por exemplo, a ideia de que as forças socioeconômicas, que estão acima do nosso controle individual, têm o poder de modelar as nossas vidas. Escreve então sua segunda obra filosófica de grande porte, A crítica da razão dialética em 1960, em que defende os valores humanos presentes no marxismo, e apresenta uma versão alterada do existencialismo que ele julgava resolver as contradições entre as duas escolas.
Em 1960 Sartre questionou o determinismo marxista e o materialismo, continuando a defender o papel central do homem no pensamento filosófico, em sua obra A Critica da Razão Dialética inaugura a aproximação entre existencialismo e marxismo.
Sartre era um intelectual engajado com os movimentos sociais na França. E entre 1964 a 1968 ele é filiado ao Partido Comunista francês e apoiou a invasão comunista na Hungria feita pelo ditador soviético Stálin, o que foi criticado posteriormente por intelectuais liberais, segundo esses, atitude contraditória com os ideais de liberdade que o filósofo pregava. Foi homenageado com o Prêmio Nobel de Literatura, mas se recusou a recebê-lo.
Jean-Paul Sartre morreu em Paris, França, no dia 15 de abril de 1980. Seus restos mortais encontram-se no Cemitério de Montparnasse, onde também está sepultada sua companheira Simone de Beauvoir.
OBRAS E TEORIAS
Sua obra literária inclui os romances A náusea (1938) e O caminho da liberdade (1944-49), O ser e o nada (1943), bem como peças de teatro de grandes sucessos como As moscas (1943) e Entre Quatros Paredes (1945). Em 1945 fundou a revista OS TEMPOS MODERNOS de grande prestigiam na época. Escreveu também ensaios sobre escritores franceses como Baudelaire, utilizando elementos do existencialismo.
O existencialismo foi uma filosofia marcante nas décadas de 1950 e 1960, tendo grande influencia não só na filosofia, as também na literatura, na musica, no teatro e no cinema, despertando grande interesse e chegando a ter um público amplo.

A filosofia existencialista sertriana parte de uma concepção do homem como “o se cuja existência precede a essência”, isto é, o homem não tem uma essência predeterminada, mas ele se faz em sua existência. Contudo, o homem é também um ser marcado pela consciência de morte e de finitude, o “único animal que sabe que vai morre”, e por isso ao buscar essa identidade absoluta, está condenado ao fracasso. Portanto, a existência humana é, em ultima instância, absurda, sem sentido. O existencialismo de Sartre é ateu, sustentando que, embora o homem acredite que Deus o criou, foi ele quem “criou” Deus; porem isso é inútil, porque o homem jamais chegara a ser como Deus, a atingir o absurdo. Resta ao homem, assim, apenas a liberdade, e é esta a fonte principal de sua angústia. “Somos condenados a ser livres”, diz Sartre. Os homens alienados recusam essa liberdade porque a temem, temem confrontar o vazio de sua própria existência porque não assumem os riscos e desafios que ela envolve. Porem, o homem autêntico realizará o seu próprio projeto, dando assim sentido à sua existência.

Conclusão:

Sartre se tornou hum marco na Filosofia do Século XX. Como SUAS Obras DEU AO Popularidade existencialismo Como SUA obra Literária , "O Ser EO Que nada da" doutrina Segundo uma quali a Existência precede a Essência, e, portanto o Homem se Constrói Pelos SEUS próprios atos.
Difundindo SUAS teses los Livros de Filosofia, mas also los Obras de dramaturgia e romance, Sartre tornou-se UMA Celebridade Mundial.
Mas Sua Imagem começou a servi maculada não da Década de final de 1950. Seu Livro "Crítica da Razão Dialética", lançado los de 1960, FOI Recebido com desconfiança Muita POR tentar unir o existencialismo uma ideias marxistas.

He was o intelectual mundial Opaco DEU AOS Poder enfraquecidos. O Apoio DELE EAo Excluídos, Como judeus, Africanos colonizados, homossexuais, Mulheres e Trabalhadores, ajudou a reverter à Relação de Poder. Hoje, muitas PESSOAS estao Fazendo Pesquisa sobre SUA obra na África.
Bibliografias

Sites:

Wikipédia, a enciclopédia livre.

Livros:
Marcondes Danilo- TERTOS BÁSICOS DE FILOSOFIA Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein- editora ZAHAR- 2008
Marcondes Danilo e Japiassú Hilton- DICIONÁRIO BÁSICO DE FILOSOFIA- 4ª edição revista e ampliada- editora ZAHAR- 2008