Saint-Simon
Claude Henri
de Rouvroy, conde de Saint-Simon, nascido em Paris, 1760, foi um historiador e
teórico político, socialista francês. Pertencente a uma família aristocrática
caída, o conde de Saint-Simon foi o grande sobrinho do Duque Louis de Rouvroy,
famoso por suas memórias, que descreveu a corte de Luís XIV.
Por tradição
de família, Saint-Simon era para ser militar. Aos dezessete anos entrou para o
exército, onde Participou da guerra de independência para as colônias americanas
(1779 a 1783) e se tornou um republicano.
Quando retornou a França foi
Nomeado presidente da Comuna de Paris em 1792. Então ele abandonou o seu título de nobreza e aderiu
à revolução. Acabou por se tornar contra a violência revolucionária, pois foi
preso durante a fase do Terror em 1793, mas foi liberado em 1794. Após sua
participação na Revolução, fundou o jornal L'Industrie.
Acabou criticando o Iluminismo, pois dizia que não ia a fundo às condições
histórica e social da sociedade.
Durante a
Revolução Francesa, permaneceu na França, vivendo de recursos emprestados por
um amigo. Comprou por baixo preço terras recentemente nacionalizadas pelo
governo revolucionário. Esteve preso no Palácio de Luxemburgo, mas, tendo
sobrevivido ao Reinado do Terror, achou-se enormemente rico com a grande
valorização de seus bens. Passou a viver uma vida de esplendor e prazeres,
recebendo pessoas proeminentes de todas as áreas de atividade, em seus luxuosos
salões. . Ele viajou para a Alemanha, Reino Unido e
Suíça, onde publicou seu primeiro livro: Carta de um residente de
Genebra a seus contemporâneos, (1802 ou 1803), Os gastos desordenados o levaram,
dentro de alguns anos, à beira da falência, onde por um acesso de desespero
tentou matar-se com uma pistola, mas conseguiu somente perder um dos olhos.
De 1805 a
1810 passou por sérios problemas financeiros, indo morar com um ex-empregado,
mas ainda continuou a escrever vários textos científicos e filosóficos,
até que ele se estabilize,
assim formando um grupo fervoroso denominado Saint-simonista, do qual muitas
pessoas influentes como Auguste Comte e Saint-Amand Bazard participaram.
Em um jornal ele disse: "Se a França perde suas principais características
físicas, químicas, banqueiros, comerciantes, agricultores, ferreiros, etc.
seria um corpo sem alma; no entanto, se eu perdesse todos os homens
considerados mais importantes no Estado, o fato de que não relatam mais dor do
que eu”; essa declaração trouxer vários problemas para ele inclusive um
processor.
Em 1825, publicou o seu livro mais importante, novo
cristianismo, e com a ajuda de um dos seus discípulos, Saint-Simon planejou a
criação de um novo jorna, o Le Producteur, mas morreu em 19 de maio de 1825
antes da aparição de seu novo jornal.
PENSAMENTOS
E OBRAS
Após sua morte, os seus discípulos ideologia
popularizada durante o Segundo Império. Os seus princípios adquiriu o nome de
Saint-Simonista, quase como se fosse uma religião, embora a associação acabasse
por dissolver. A influência da ideologia de Saint-Simon no pensamentomoderno foi
profunda. Corretamente previu o futuro processo de industrialização do mundo e
espera que a solução da maioria dos problemas da sociedade para a ciência e
tecnologia.
Para
Saint-Simon, o avanço da ciência determinava a mudança político-social, além da
moral e da religião. É considerado o precursor do Socialismo, pois, no futuro,
a sociedade seria basicamente formada por cientistas e industriais. O
pensamento Saint-simonista pode ser visto nas obras de 1807 a 1821, com o lema:
"a
cada um segundo sua capacidade, a cada capacidade segundo seu trabalho".
Considerado
um notável socialista utópico, durante toda sua vida Saint-Simon devotou-se a
uma série longa de projetos e publicações com que procurou ganhar apoio para
suas ideias sociais. Como um pensador, se diz que faltava a Saint-Simon
sistema, clareza e coerência, mas sua influência no pensamento contemporâneo,
especialmente nas ciências sociais, é reconhecida como fundamental. Aparte os
detalhes de seu ensinamento socialista, suas ideias principais são simples e
representaram uma reação contrária ao derramamento de sangue da revolução
francesa e do militarismo de Napoleão. Propôs também que os estados da Europa
formassem uma associação para suprimir a guerra. Haveria uma Europa unida, com
um parlamento europeu e um desenvolvimento comum da indústria e da comunicação.
Previu corretamente a industrialização do mundo, e acreditou que a ciência e a
tecnologia resolveriam a maioria dos problemas da humanidade.
A
contribuição grande de Saint-Simon ao pensamento socialista foi sua insistência
no deserdo Estado de planejar e organizar o uso dos meios de produção de modo a
se manter continuamente a par das descobertas científicas, e a sua insistência
na função de governo dos peritos industriais e administrativos, e não dos
políticos e dos meros "homens de negócio". Conforme à sua oposição ao
feudalismo e ao militarismo, Saint-Simon advogou um esquema segundo o qual os
homens de negócios e outros líderes industriais controlariam a sociedade;
propunha uma ditadura benevolente dos industriais e dos cientistas para
eliminar as iniquidades do sistema liberal inteiramente livre. A direção
espiritual da sociedade estaria nas mãos dos cientistas e engenheiros, os quais
assim tomariam o lugar ocupado pela Igreja Católica Romana na idade média europeia.
Para ele a
sociedade era um organismo vivo formado por instituições. A transição de um sistema
social para outro, leva a desorganização destas instituições, em consequência
haveria um desequilíbrio na sociedade. Diante desta situação seria necessário
criar um ponto de equilíbrio, que no caso da sociedade industrial seria uma política positiva fundamentada no
conhecimento científico. Para Saint-Simon, cada modo produção corresponde a um
determinado modo de organização social e política. Os pilares de sustentação da
nova sociedade eram a indústria e os conhecimentos vindos da ciência. A sociedade
industrial seria o estágio superior da humanidade e os conhecimentos
científicos ajudariam a humanidade a evoluir na medida em que aumenta a
capacidade dos indivíduos de intervir sobre sua própria realidade.
Saint-Simon
escreveu vários livros entre eles se se destacam: Cartas de um Habitante de Genebra
a Seus Contemporâneos (1802), em que defende uma religião baseada na
ciência e a organização da sociedade fundamentada no trabalho industrial
planificado. Introdução aos Trabalhos Científicos do Século XIX (1807)
identifica o germe do positivismo. E a obra principal de Saint-Simon é Novo
Cristianismo, (1825). Nele declara que a Religião tendia a melhorar a
condição de vida dos mais necessitados.CONCLUSÃO:
Para Saint-Simon, o avanço da ciência determinava a mudança político-social, além da moral e da religião. É considerado o precursor do Socialismo, pois, no futuro, a sociedade seria basicamente formada por cientistas e industriais. O que Saint-Simon desejava, era um estado industrializado dirigido pela ciência moderna, no qual a sociedade seria organizada para o trabalho produtivo pelos homens mais capazes. O alvo da sociedade seria produzir as coisas úteis à vida. Suas obras revolveram em torno da ideia de que sua época sofria de um individualismo doentio e selvagem resultante de uma quebra da ordem e da hierarquia. Mas afirmava que a época continha também às sementes de sua própria salvação, que deviam ser buscadas no nível de crescimento da ciência e da tecnologia e na colaboração dos industriais e dos técnicos que tinham começado já a construir uma ordem industrial nova. A união do conhecimento científico e tecnológico à industrialização inauguraria o governo dos peritos. A nova sociedade não poderia nunca ser igualitária, Saint-Simon sustentava, porque os homens não foram dotados igualmente pela natureza.
BIBLIOGRAFIA:
Sites:
Sociologia viva-
Biografia y
vidas-
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